Transporte de cargas no Brasil – segundo semestre 2014 x carnaval 2015

Não é novidade que o transporte de cargas vem crescendo muito no Brasil nos últimos anos, e crescerá cada vez mais, caso a economia do país se mantenha firme.

Há muita especulação no mercado, a mídia favorece fortemente esta especulação, o mundo on-line é um monstro assustador quando se trata de economia, mas também é um amigo oculto diante dos medos de investidores.

Mas convenhamos, conhecer o mercado e região que a sua transportadora atende, é fundamental para o negócio prosperar, mesmo diante de momentos de crise econômica. Estamos numa época em que as pessoas de modo geral, independente de crise, continuam comprando, principalmente pela internet, e é nesta fatia de mercado que seu foco deve estar.

Assessoramos grandes, médias, e pequenas empresas, e sabemos, quando uma grande empresa sofre queda no volume de cargas, gera um efeito cascata sobre as menores. Isso se deve principalmente à ramificação existente neste meio de transporte de cargas rodoviárias fracionadas no Brasil. Normalmente, uma grande empresa, de marca conhecida nacional ou internacionalmente, mantém vínculos de parceria com empresas do mesmo ramo, de médio ou pequeno porte. Cada qual atendendo uma região específica, tanto na realização de coletas, mas principalmente na realização de entregas.

Ao saber disto, entendemos que a queda na captação de volumes pela grande transportadora, afetará as menores, que também sofrerão queda nos volumes a serem distribuídos. Suas comissões e repasses diminuem, mas seu custo operacional continuará praticamente o mesmo, devido necessidade de manter estrutura mínima necessária para realizar a distribuição, ocasionando este custo fixo.

É aqui que falamos um pouco do cenário da maioria das empresas no último semestre de 2014.

Antes de iniciar o segundo semestre, haviam sim muitas expectativas com relação ao mercado. Mas passamos por um ano de copa mundial iniciada em meados de junho, e a seleção brasileira não foi a única a sair perdendo. O mercado esfriou, o volume de cargas durante e após a copa teve uma queda drástica, que durou aproximadamente até final de agosto, quando lentamente o volume de cargas voltou a crescer, incentivado pelo natal e final de ano, grandes patrocinadores das compras que tiram os pneus das transportadoras da lama.

Passamos em outubro pelas eleições, e mais uma vez sentimos um frio no chassi dos caminhões que atravessam o país! Nem comentarei sobre os resultados políticos, pois o que mais assusta é a especulação e o futuro da economia. Mais uma vez ficamos com a expectativa para um próximo ano, e uma breve esperança que estes próximos dois meses sejam muito bons para as transportadoras.

O que temos a dizer aos compradores de plantão: comprem muito, comprem bastante, não deixem de comprar. Não comprem somente para vocês, comprem presentes para todos que gostam. As transportadoras agradecem, pois assim haverá uma pequena chance de tapar o buraco deixado pelo custo fixo da estrutura operacional, no período das secas no volume de cargas.

Parabenizo alguns de nossos clientes por terem conseguido passar pelo segundo semestre com queda de mínimo impacto no volume de cargas transportadas. Vocês não foram apenas transportadores, foram verdadeiros heróis. Taparam os ouvidos para a mídia, para a economia, para a copa, para a política, enfim, para todos os mecanismos que de alguma forma vendiam a informação negativa sobre o cenário econômico. Baixaram suas cabeças, e trabalharam! Parabéns! Os resultados não poderiam ser diferentes.

No Brasil, já sabemos, será comum no início de 2015 o velho bordão que já transformou-se em costume: “Até o carnaval não se vende frete… o Brasil vai novamente parar?!….”

Sim, pode até existir para alguns, certo sentido nesta afirmação, para outros não… Vamos nos perguntar: As pessoas deixarão de comprar neste período? (apesar do endividamento de final de ano)… O Brasil entrará em férias neste período? (Muitas empresas entrarão em férias)… Mas as pessoas continuarão comprando e consumindo… há vida no mercado e o mercado nunca pára. Alguns segmentos de mercado podem vender menos no período, mas outros venderão mais, principalmente para o ramo hoteleiro, e para o comércio, locais de destino da maioria das pessoas durante suas férias. Não vamos esquecer que muitas pessoas ficarão em suas casas, aproveitando para descansar sem viagens, e adivinha o que elas mais vão fazer… compras. Pela internet, ou localmente. E o mercado continuará sendo abastecido.

Enfim, podemos usar desculpas diversas alimentando o pensamento que o mercado em algum momento vai parar, que a economia está entrando em colapso. Mas quer mesmo saber… enquanto meus olhos não veem a crise afetando meu dia a dia, baixarei minha cabeça, e farei o meu trabalho, pois o risco de crise econômica não mudará meu cenário financeiro, as contas continuarão chegando, meus custos fixos não vão deixar de existir, e sempre haverá trabalho a ser realizado.

Usarei uma frase dos meus amigos gaúchos: Não tá morto quem peleia tchê! É peleando que se ganha!

Independente da crise, use a criatividade. Muitas empresas nascem em situações e épocas de crise, e são impulsionadas ao sucesso. Outras são extintas da mesma forma. Com a sua empresa não pode ser diferente. Não amoleça, o mercado está aí para ser conquistado. Há muito trabalho a ser realizado. Seja a empresa diferente, e caso a crise realmente vier, seja criativo.  Não acredite nas palavras de terceiros, acredite em você mesmo, na sua capacidade de gestão, de estratégia de negócio, acredite no que você sabe, no que conhece, e na sua capacidade de driblar a crise, pois dias melhores virão, e você poderá sair à frente.

Nenhuma crise é eterna! A própria história já nos ensinou!

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